Como inocentaram, por falta de evidências, um indiciado de crimes que está a ser muito procurado pelos EUA


Críticos dizem que os casos de Chang e Tanveer Ahmed, constituem, na verdade, um cenário de diplomacia a três entre África do sul, Mocambique, e EUA, sendo que a África do Sul pode estar a espera de extradição do paquistanês para EUA para mandar Chang para Moçambique sem azedar relações com os americanos.






A ser isto verdade ou não, para as autoridades do Estado do Texas, o paquistanês Tanveer Ahmed é um perigoso criminoso responsável pela aquisição e transporte de drogas pesadas a partir de vários países, com passagem por Moçambique, e de proceder o seu tráfico para os Estados Unidos da América (EUA)

Curiosamente, no nosso país Ahmed é um cidadão inocente embora tenha sido detido na Cidade de Pemba, em Agosto de 2018, juntamente com outros três cidadãos de nacionalidade tanzaniana, na posse de 34 quilogramas de cocaína e 1,5 quilos de haxixe. No julgamento Tanveer Ahmed foi absolvido por falta de evidências do seu envolvimento no tráfico de drogas, mas os seus comparsas condenados.





A publicação Carta de Moçambique, citando autoridades judiciais, diz que no mesmo processo foi também condenado um queniano, Abraham Msee Mussa, a dois anos de prisão por uso de documentos falsos,

 Ahmed e um dos tanzanianos, Adamo Mussa Munhamane, foram absolvido pelo tribunal em pemba alegando-se a falta de provas.

Ahmed foi detido novamente a 10 de Janeiro deste ano, em cumprimento de um mandato de captura internacional proveniente dos EUA e, depois de interpor recurso, teve a sua extradição confirmada nesta quarta-feira (15) pelo TS que “após exame circunstancial do pedido, os fundamentos da defesa e do Ministério Público, o Supremo concluiu que Tanveer Ahmed é, sem margem para dúvida, a pessoa procurada pelos EUA”.


Há décadas que Moçambique é usado como porta giratória de estupefacientes. “O nosso país é tido como um corredor privilegiado de tráfico de droga, com destino a vários países do nosso continente, Europa, Ásia e América, principalmente, através das fronteiras marítimas”, disse a Procuradora-Geral da República no último Informe que prestou a Assembleia da República.




Em 2010, os EUA acusaram o empresário Momade Bachir Sulemane (do MBS) de liderar uma bem financiada rede de tráfico de drogas e de lavagem de dinheiro, “é um traficante de narcóticos de grande escala em Moçambique e a sua rede contribui para a tendência crescente de tráfico de drogas e de lavagem de dinheiro relacionada com o mesmo”.

No entanto nenhum dos conhecidos barões da droga é condenado, apenas os pequenos têm sido detidos e condenados. Em 2018 foram detidos 313 traficantes, 417 consumidores e apreendidos 155,1 quilos de cocaína, 62,7 quilogramas de efedrina e 5,2 toneladas de cannabis sativa (vulgarmente conhecida como soruma).

Moznews24/@verdade
Como inocentaram, por falta de evidências, um indiciado de crimes que está a ser muito procurado pelos EUA Como inocentaram, por falta de evidências, um indiciado de crimes que está a ser muito procurado pelos EUA Reviewed by Z on maio 20, 2019 Rating: 5

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